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Carvão
O Brasil é um dos países maiores produtores de carvão vegetal e lenha do mundo. Os quais são usados altamente em grande escala na produção de energia.
O carvão vegetal, além de ser usado na indústria siderúrgica participa como substituto do óleo combustível nas caldeiras e nos fornos de combustão da indústria de cimento e de materiais primários.
Ele é obtido com técnicas ainda bem rudimentares, mão-de-obra pouco qualificada e poucos recursos. Ainda se produz de forma rudimentar em forno de argila, pois assim é baixo o nível de investimento. Os fornos retangulares equipados com sistemas de condensação de vapores e recuperadores de alcatrão são os mais avançados em uso atualmente no país. A temperatura máxima média de carbonização é de 500º C. O rendimento em massa do carvão vegetal em relação a lenha seca enfornada é de aproximadamente 25% nos fornos de alvenaria
O transporte de carvão se faz através de caminhões comuns, não existindo ainda um equipamento específico.
A lenha é o energético mais antigo usado pelo homem e continua tendo grande importância na matriz energética brasileira, participando com cerca de 10% da produção de energia primária. A lenha pode ser de origem nativa ou de reflorestamento. As novas tecnologias de conversão da lenha em combustíveis líquidos, sólidos e gasosos de alto valor agregado, tem atualmente, grande interesse mundial e recebem importante quantia de recursos para suas pesquisas e desenvolvimentos.
Cerca de 40% da lenha produzida no Brasil é transformada em carvão vegetal. A mata nativa sempre foi uma fonte de lenha, devido à quantidade gerada na ampliação da fronteira agrícola. A forma devastadora com que ela foi explorada deixou o país em situação crítica, em várias regiões onde existiam abundantes coberturas florestais , no tocante à degradação do solo, alteração no regime de chuvas. A substituição de lenha de mata nativa por lenha de reflorestamento vem crescendo a cada ano, sendo o eucalipto a principal árvore cultivada para este fim. Na produção de lenha para fins comerciais, uma parte da árvore( troncos e galhos finos), é rejeitada constituindo os resíduos florestais. Além disso, as indústrias que usam a madeira para fins não energéticos, como as serrarias e as indústrias de móveis, produzem resíduos industriais como: pontas de toras, costaneiras e serragem em diferentes tamanhos de partículas e densidade, que podem ter aproveitamento energético.
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